Quase 10 kg a menos e melhor controle da glicose: o que é o orforgliprona, primo do Mounjaro?

Nova aposta para perda de peso e controle do diabetes tipo 2, pílula mostrou resultados superiores aos da semaglutida oral em estudo publicado na The Lancet

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Representação da molécula do remédio: orforgliprona reduziu, em média, 10% do peso dos voluntários do estudo (Ilustração: Bacsica/Getty Images)

Um dos medicamentos de última geração mais aguardados para o tratamento da obesidade, a pílula de uso diário chamada orforgliprona, passou por um novo teste de força e demonstrou resultados superiores aos da semaglutida oral no controle da glicemia e na perda de peso. O medicamento, da Eli Lilly and Company — a mesma fabricante do Mounjaro — reduziu mais a hemoglobina glicada (A1C) e levou a uma perda de peso significativamente maior em comparação direta publicada na The Lancet.

O estudo, chamado ACHIEVE-3, acompanhou 1.698 adultos com diabetes tipo 2 que não estavam bem controlados apenas com metformina. Durante 52 semanas, os participantes receberam diferentes doses de orforgliprona ou de semaglutida oral — e o novato levou vantagem nos principais desfechos analisados.

O que os números mostram

A A1C, exame que reflete a média da glicose nos últimos três meses, começou em 8,3% em média. Ao final de um ano:

Quando os pesquisadores analisaram quantos pacientes atingiram A1C abaixo de 7%:

Impacto também na balança

O peso médio inicial era de 97 kg. Após 52 semanas:

A perda relativa foi 73% maior com o novo medicamento. Além disso, o orforgliprona mostrou melhora em parâmetros cardiovasculares, como colesterol e pressão arterial sistólica.

Segurança

Os efeitos colaterais mais comuns foram os já conhecidos da classe dos agonistas de GLP-1: náusea, diarreia, vômitos, desconforto gastrointestinal e diminuição do apetite.

A taxa de interrupção por eventos adversos foi de cerca de 9% com orforgliprona e de aproximadamente 5% com semaglutida oral.

Um ponto positivo para o orforgliprona é que diferentemente da semaglutida oral, que precisa ser tomada em jejum e com regras específicas de ingestão, o novato não exige restrições quanto a alimentos ou água, um ponto que pode facilitar a adesão ao tratamento.

Próximos passos

A Eli Lilly informou que já submeteu o medicamento às agências regulatórias de mais de 40 países. A expectativa é que o fármaco esteja disponível até o final deste ano.



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