Simulador do Desenrola 2.0 permite calcular descontos e parcelas antes da renegociação

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Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Os brasileiros que possuem dívidas em atraso já podem utilizar uma nova ferramenta criada pelo Governo Federal para simular as condições de renegociação pelo programa Novo Desenrola Brasil – Famílias, conhecido como Desenrola 2.0. A calculadora oficial permite estimar descontos, valor das parcelas e até mesmo a possibilidade de utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) antes da formalização do acordo com a instituição financeira.

A iniciativa foi desenvolvida pelo Ministério da Fazenda com o objetivo de auxiliar pessoas com renda de até cinco salários mínimos, equivalente atualmente a R$ 8.105, a renegociar débitos em condições mais vantajosas. A ferramenta apresenta estimativas baseadas nas regras do programa, permitindo que o consumidor tenha uma visão prévia das opções disponíveis antes de procurar o banco credor.

Para utilizar o simulador, é necessário que as dívidas tenham sido contratadas antes de 31 de janeiro de 2026 e estejam em atraso por um período entre 91 dias e dois anos.

A calculadora considera fatores como valor da dívida, tempo de atraso, descontos mínimos previstos pelo programa e a possibilidade de utilização do FGTS para reduzir o saldo devedor. O sistema gera uma estimativa das condições de renegociação, oferecendo ao consumidor uma base para avaliação antes da contratação efetiva do acordo.

Segundo as regras do Desenrola 2.0, o cidadão poderá simular o uso de até 20% do saldo disponível no FGTS ou R$ 1 mil, prevalecendo o valor maior. No entanto, a liberação e utilização do recurso devem ser confirmadas junto à instituição financeira responsável pela negociação.

O programa prevê descontos que podem chegar a 90% sobre determinadas dívidas, além de juros reduzidos e parcelamento entre 12 e 48 meses. A simulação utiliza uma taxa máxima de juros de 1,99% ao mês para apresentar os cálculos estimados.

O Ministério da Fazenda destaca que os valores exibidos pelo simulador são apenas estimativas e não incluem possíveis tarifas ou impostos. Por isso, as condições definitivas deverão ser negociadas diretamente com as instituições financeiras participantes do programa.

De acordo com o governo federal, a ferramenta foi criada para ampliar o acesso à informação, oferecer mais segurança na tomada de decisões e facilitar o planejamento financeiro das famílias brasileiras. A simulação permite verificar quanto poderá ser economizado, comparar diferentes formas de parcelamento, analisar se as prestações cabem no orçamento e avaliar a utilização do FGTS para reduzir a dívida.

A expectativa do Governo Federal é que a ferramenta facilite a renegociação de débitos e ajude milhares de famílias brasileiras a reorganizarem suas finanças com mais transparência e planejamento.



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