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Irã ameaça guerra 'além da região' se EUA atacarem
Conversações para acxabar com a guerra foram paralisadas
REUTERS*
O Irã ameaçou, nesta quarta-feira (20), espalhar a guerra além do Oriente Médio se os Estados Unidos (EUA) atacarem novamente, depois que o presidente Donald Trump disse que havia chegado a uma hora de reiniciar a campanha militar.
Seis semanas desde que Trump interrompeu a Operação Fúria Épica para um cessar-fogo, as conversações para acabar com a guerra foram amplamente paralisadas.
O Irã apresentou nova proposta aos Estados Unidos nesta semana, mas seus relatos públicos repetem termos anteriormente rejeitados por Trump, incluindo exigências de controle do Estreito de Ormuz, compensação por danos de guerra, suspensão de sanções, liberação de ativos congelados e a retirada das tropas norte-americanas da região.
Na última segunda-feira (18), Trump disse que havia chegado perto de ordenar nova campanha de bombardeio, mas que adiou no último minuto para dar mais tempo à diplomacia.
'Eu estava a uma hora de tomar a decisão', repetiu Trump aos repórteres na Casa Branca, nessa terça-feira (19).
O Irã tem ameaçado repetidamente retaliar quaisquer novas ações, atacando países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas. Sugeriu hoje que também atingiria alvos mais distantes.
'Se a agressão contra o Irã for repetida, a prometida guerra regional se estenderá além da região desta vez', declarou a Guarda Revolucionária em nota divulgada pela mídia estatal.
O Irã fechou amplamente o Estreito de Ormuz para todos os navios, exceto os seus, desde o início da campanha israelense-americana em fevereiro, causando a maior interrupção no fornecimento global de energia da história. Os Estados Unidos responderam no mês passado com seu próprio bloqueio aos portos iranianos.
Dois gigantescos navios-tanque chineses, carregados com cerca de 4 milhões de barris de petróleo saíram do estreito hoje, o mais recente sinal de que o Irã está disposto a aliviar seu bloqueio para países que considera amigáveis. O Irã anunciou, na semana passada, enquanto Trump estava em Pequim para uma cúpula, que havia chegado a um acordo para flexibilizar as regras aos navios chineses.
O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul disse que um navio-tanque coreano estava cruzando o estreito em cooperação com o Irã.
O monitor de transporte marítimo Lloyd's List informou que pelo menos 54 navios atravessaram o estreito na semana passada, cerca do dobro do número da semana anterior. Mas esse número ainda é apenas uma pequena fração dos cerca de 140 navios que normalmente cruzavam o estreito todos os dias antes da guerra.
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