Instituições do Agro Repudiam Ataque Criminoso à Fazenda em MS

BATANEWS/BATANEWS/REDAçãO


Atque contra fazenda ocorreu no sábado e tensão continua no local - Foto: PMMS

As principais entidades representativas do agronegócio de Mato Grosso do Sul divulgaram uma nota conjunta repudiando com veemência o ataque criminoso ocorrido na Fazenda Ipuitã, em Caarapó (MS). O caso, que resultou na destruição total de estruturas, maquinários e insumos agrícolas, reacendeu o alerta sobre a escalada da violência no campo e a falta de segurança jurídica para os produtores rurais.

De acordo com as informações divulgadas, um grupo de indígenas teria invadido a propriedade no fim de semana, ateando fogo nas instalações e impedindo a continuidade das atividades produtivas. Os prejuízos são considerados incalculáveis.

“Direito de propriedade novamente violado” Em nota, as instituições afirmam que o produtor rural teve seu direito de propriedade “novamente violado de forma grave e intolerável” e responsabilizam a omissão das autoridades pela recorrência desses episódios.

“A Famasul tem alertado reiteradamente as autoridades sobre o risco da escalada da violência no campo e sobre a necessidade urgente de ações preventivas. Infelizmente, os fatos confirmam aquilo que já vínhamos denunciando: a omissão e a leniência da Justiça e do governo federal alimentam a insegurança jurídica e encorajam novos ataques”, destaca o texto. As entidades ressaltam que a situação na região não é nova e que a Fazenda Ipuitã já foi alvo de invasões anteriores, o que reforça a sensação de impunidade e o medo entre os produtores.

Impactos além do campo O comunicado também enfatiza que a violência no campo não afeta apenas os produtores, mas toda a sociedade sul-mato-grossense.

“Quando uma fazenda é incendiada, não se destrói apenas uma estrutura produtiva, mas o sustento de famílias e a garantia de empregos”, afirma a nota. Defesa da propriedade privada e pedido de ação As instituições reforçam que o direito de propriedade é garantido pela Constituição Federal e que é inaceitável que produtores continuem sofrendo prejuízos materiais e psicológicos sem a devida responsabilização dos autores.

“É urgente a adoção de medidas firmes e efetivas que assegurem o cumprimento da lei e a segurança jurídica no campo”, pontuam. “Não podemos generalizar” As entidades também pedem cautela para que os atos criminosos não sejam atribuídos a todos os povos indígenas, reconhecendo que muitos trabalham em parceria com o setor produtivo.

“Os criminosos que promovem atos violentos — muitas vezes manipulados como massa de manobra, não representam a maioria dos povos originários. Temos inúmeros exemplos de indígenas que respeitam as leis e buscam prosperar com o apoio do Sistema Famasul”, diz o comunicado. Cobrança por investigação e punição As instituições signatárias pedem que a Justiça e as autoridades competentes ajam com firmeza, investigando e responsabilizando os autores do ataque.

“É inadmissível que qualquer pessoa, independentemente da etnia, atente contra a propriedade privada, contra a segurança jurídica e permaneça impune.” União das entidades O manifesto é assinado por Famasul, ABPO, Aprosoja/MS, Acrissul, Ampasul, Asumas, Avimasul, Apai, Biosul, Novilho Precoce/MS, OCB/MS, Reflore/MS, Sulcanas e Sodepan.

As entidades afirmam que continuarão atuando “de forma incansável pela paz no campo, pelo respeito ao Estado de Direito e pela segurança jurídica que garantem a produção, o desenvolvimento e a harmonia social em Mato Grosso do Sul”.



COMENTÁRIOS