Milho deve continuar em queda

A tendência de desvalorização das cotações de milho deve continuar, por conta, principalmente, da evolução da colheita brasileira

AGROLINK/ALINE MERLADETE


Imagem: Pixabay

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Relatório de oferta e demanda mundial. Na próxima quarta-feira (12/07), haverá atualização dos números de oferta e demanda pelo USDA. Possivelmente, ele aumentará a expectativa de produção dos EUA, mesmo com os problemas climáticos que as lavouras vêm enfrentando, motivado pelo aumento significativo de área plantada. Além disso, há possibilidade de uma redução na previsão de exportação dos Estados Unidos para a safra 2022/23. No Brasil, a previsão de exportação de 55 milhões de toneladas pode ser mantida.

Conforme o especialista da Grão Direto, Ruan Sene, a renovação do acordo do Mar Negro merece atenção, com a proximidade do vencimento do acordo, no próximo dia 18, o mercado está voltando sua atenção para esse fato. Existe uma certa apreensão em relação a essa renovação, principalmente devido à resistência anterior demonstrada pela Rússia. No entanto, há expectativas de que ocorra uma renovação do acordo.

Veja as cotações do milho aqui.

O clima continuará no centro das atenções.  As previsões apontam para a continuidade de condições climáticas favoráveis, de acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA). O Corn Belt deve continuar recebendo chuvas significativas, dando continuidade ao sentimento positivo do mercado. Melhora nas condições das lavouras dos EUA. A chegada de precipitações (mesmo que irregulares) em vários estados durante a semana, deve trazer um aumento no nível de lavouras boas/excelentes, e diminuir as o nível das lavouras muito ruins/ruins. Isso poderá impactar Chicago negativamente.

A colheita seguirá acelerando. Com condições climáticas favoráveis, a colheita no Brasil se intensificará, resultando em uma oferta significativa de cereais no mercado. Essa abundância de produtos pode exercer uma pressão adicional negativa nos preços brasileiros. As cotações poderão continuar se desvalorizando. A tendência de desvalorização das cotações de milho deve continuar, por conta, principalmente, da evolução da colheita brasileira.

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