Após máxima desde 2006, exportação de óleo de soja do Brasil cairá em 2023 | Brasilagro

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Após máxima desde 2006, exportação de óleo de soja do Brasil cairá em 2023

OLEO DE SOJA Foto Blog Brazilian Soybean

Para2023, ademanda interna poróleoestará mais elevada, reduzindoa disponibilidadedoproduto para aexportação.

AexportaçãodeóleodesojadoBrasilem2023foi estimada hoje (8)em1,6 milhãodetoneladas, o que representaria uma quedade33% na comparação com 2022, quandoo paísdeverá fechar com osembarques mais elevadosdoprodutoem16 anos,deacordocom dados e projeções da Abiove (AssociaçãoBrasileira das IndústriasdeÓleos Vegetais) divulgados hoje (8).

Para2023, ademanda interna poróleoestará mais elevada, quandose espera um retornodepatamares mais altos da misturadebiodiesel no diesel, reduzindoa disponibilidadedoproduto para aexportação.

Aexportaçãodeóleodesojapara 2022 foi estimadaem2,4 milhõesdetoneladas, 200 mil toneladas acima da projeção divulgadaemoutubro pela Abiove. O volume é o maior patamardeembarquesdeóleodesde2006, quandoo país exportou 2,419 milhõesdetoneladas, com crescimentode750 mil toneladas ante 2021.

Aexportaçãodeóleofoi forte este ano na esteira da redução da misturadebiodiesel para 10%, enquanto o setor encontrou bom mercadosubstituto no exterior, com a Índia fazendograndes comprasdosubprodutodesojadoBrasil, buscandoamenizar uma escassezdeóleodegirassol da Ucrânia, cujosembarques foram prejudicados pela guerra.

A boademanda poróleodesoja–com produção estimadaemrecordeacimade10 milhõesdetoneladas neste ano– foi um componentedeimpulso adicional para o processamento da oleaginosaem2022, quedeve marcar históricas 49,7 milhõesdetoneladasdogrão, 700 mil toneladas acima da projeção anterior e cercade2 milhõesdetoneladas a maisdoqueem2021, segundoa Abiove.

Isso gerou também maior produçãodefarelodesoja, importante componente para a ração animal, quedeve fechar o anoemnível jamais vistode38 milhõesdetoneladas, enquanto as exportações também serão recordesem20,2 milhõesdetoneladas, versus 17,2 milhõesem2021.

OBrasilelevou a fabricaçãodederivadosdesojaapesardea colheita ter sidomenorem2022, o que limitou as exportaçõesdogrão a 77,5 milhõesdetoneladas, contra históricas 86,1 milhõesem2021.

O país é o maior produtor e exportadordesoja, enquanto a oleaginosa é o principal produtobrasileirodeexportação.

Receita recorde em 2023

As receitas comexportaçãodesoja, farelo eóleodesojadoBrasilpara o ano que vemforam estimadas nesta quinta-feiraemrecordede US$ 65,77 bilhões (R$ 342,56), aumentode11% na comparação com a estimativa para o fechamentode2022, apontou levantamento da Abiove.

Apenas comsoja, as receitas foram estimadas em US$ 53,94 bilhões (R$ 280,94 bilhões), versus US$ 45,3 bilhões (R$ 235,94 bilhões) neste ano.

O preço médio daexportaçãodesojabrasileira no ano que vemfoi previsto em US$ 580 (R$ 3.020) a tonelada, versus US$ 585 (R$ 3.046)em2022.

Mas o volume exportadoem2023deverá saltar para 93 milhõesdetoneladas, com a expectativadeque oBrasilcolha um recorde153,5milhõesdetoneladas.

“A primeira projeção da Abiove para o próximo ciclo aponta para um recorde… Isto sedeve a uma maior produtividade— 3.700 quilos por hectare, contra 3.080 observadosem2022…”, disse a associação, citandoainda um aumento da área plantada para 43,1 milhões no próximo ano, ante 41,3 milhõesdehectares na safra passada (Reuters, 8/12/22)



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