Crise no Paraguai adia summit que reuniria Riedel e lideranças empresariais

DOURADOS AGORA/FLáVIO VERãO


Crise no país vizinho deixa lacuna em agendas - Foto: Divulgação

A crise política e financeira no Paraguai levou o Lide a adiar o Summit Brasil-Paraguay, previsto para 13 de novembro, em Assunção. O grupo informou que o encontro será reagendado para janeiro de 2027, mas ainda não definiu a nova data. 

A programação previa a participação do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), e do presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen. Também estavam na lista o presidente paraguaio Santiago Peña, o ex-presidente do Banco Central do Paraguai Carlos Carvallo Spalding, o ex-presidente brasileiro Michel Temer e o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Peña anunciou que renunciaria na quinta-feira (5), em meio à crise provocada pelo colapso do Ueno Bank. No entanto, o Congresso não aceitou a renúncia, e a Câmara aprovou a abertura de um processo de impeachment. O Senado deve analisar o caso; até a definição, Peña permanece no cargo. 

O Ueno Bank foi colocado sob intervenção após o Banco Central identificar que seu capital estava abaixo da metade do mínimo exigido por lei. A crise deixou milhões de clientes sem acesso às contas e também levantou questionamentos sobre recursos públicos depositados na instituição. 

O summit tinha como objetivo aproximar empresários brasileiros e paraguaios e ampliar oportunidades de negócios entre os dois países. A relação com o Paraguai é estratégica para Mato Grosso do Sul e pode ganhar ainda mais importância com o avanço da Rota Bioceânica, corredor rodoviário que ligará o Brasil aos portos chilenos, atravessando Paraguai e Argentina.



COMENTÁRIOS