Homem invade restaurante pelo telhado, arranca fiação e é amarrado por vizinhos 

Homem caiu de aproximadamente quatro metros, tentou fugir pela chaminé e deixou prejuízo estimado em R$ 60 mil no Bairro Universitário.

BATANEWS/BATANEWS/FOLHA CG


Buraco no telhado por onde o ladrão entrou no restaurante durante a madrugada (Foto: Redes Sociais).

Homem caiu de aproximadamente quatro metros, tentou fugir pela chaminé e deixou prejuízo estimado em R$ 60 mil no Bairro Universitário.

Um homem foi detido por vizinhos na madrugada desta quinta-feira (08/10), após invadir um restaurante e choperia na Avenida Gury Marques, no Bairro Universitário, em Campo Grande. O suspeito entrou pelo telhado, caiu de uma altura aproximada de quatro metros e arrancou fios, tomadas e cabos de equipamentos. O prejuízo foi estimado pelo comerciante em R$ 60 mil.

Invasão pelo telhado

Segundo o comerciante Calisto Couto Martins, o homem teria entrado no estabelecimento entre 3h30 e 4h. Durante a invasão, ele danificou o telhado e o forro do imóvel. “Ele deve ter tido dificuldade para soltar a telha e caiu para dentro. Como ali é alto, deve dar uns quatro metros e pouco. Ele foi caindo em cima aí e, quando desceu, foi puxando a fiação. Onde tinha fio, ele foi estourando o forro todinho', relatou. O suspeito também teria tentado deixar o prédio pela chaminé, mas acabou sendo localizado pelos vizinhos.

Fiação e equipamentos danificados

De acordo com o comerciante, o homem arrancou tomadas, cabos elétricos e fios de diferentes equipamentos, inclusive da geladeira. “A geladeira, ele cortou todos os cabos que dão acesso à tomada e arrancou todas as tomadas que tinha aqui. O que ele podia arrancar de fio, ele arrancou. Eu calculo ter uns R$ 60 mil de prejuízo', afirmou Calisto. O estabelecimento estava sem energia elétrica e não possui câmeras de segurança. O imóvel passa por tentativa de locação ou venda.

Vizinho amarra suspeito

Os vizinhos perceberam a movimentação e cercaram o homem quando ele tentava deixar o imóvel carregando um feixe de fios. Segundo o comerciante, aproximadamente 20 pessoas participaram da contenção. O suspeito foi amarrado pelos pés com um dos próprios fios retirados do restaurante. Ele apresentava ferimentos no rosto e sangramento no nariz, conforme o relato do comerciante.

A Polícia Militar foi acionada e levou o homem. Não foram divulgadas informações sobre a identidade do suspeito ou sobre o registro da ocorrência.

Região sofre com furtos

Calisto afirmou que a invasão desta quinta-feira não foi o primeiro caso no endereço. Segundo ele, criminosos já haviam quebrado parte do forro e levado fiação do poste e da parte superior do imóvel.

Na noite anterior, o comerciante disse ter encontrado um homem deitado sob o estabelecimento, por volta da meia-noite. Mais tarde, ao retornar ao local, encontrou outras duas pessoas e pediu que deixassem a área. “Todo dia você tem esse problema. Nossos vizinhos aqui, nosso quarteirão, nossa região, são todo dia furtados. Fiação de poste, fiação de dentro, bateria de veículo, é tudo que eles podem furtar', relatou.

Outros prejuízos

O comerciante também citou prejuízos enfrentados por estabelecimentos próximos. Segundo ele, um comércio de hortifruti teria perdido aproximadamente R$ 90 mil após ficar um dia sem trabalhar por causa de uma ocorrência.

Ele mencionou ainda uma empresa de sucos que teria perdido uma carga depois que a fiação foi cortada e os produtos descongelaram. A recorrência de furtos de cabos e outros materiais também foi relatada em diferentes pontos de Campo Grande. Em setembro de 2025, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos informou que prédios públicos, cemitérios e obras vinham sendo alvo frequente de invasões e furtos. Na ocasião, a pasta afirmou que estudava incluir vigilância armada nos contratos de obras.

Comerciante cobra providências

O comerciante criticou a demora no atendimento policial e afirmou que os empresários da região se sentem desassistidos. “Nós estamos à mercê desses vagabundos. Nós somos vítimas deles. O que nós vamos fazer? A polícia não faz nada, o governo não faz nada, a prefeitura não ajuda nós em nada', declarou.



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