Policial
Irmãos são presos por tentar matar casal após briga em tabacaria
Confusão começou durante comemoração de Carnaval e terminou com agressões e tiros
CGNEWS
Dois irmãos foram presos e denunciados pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por tentativa de homicídio e lesão corporal após uma sequência de agressões e disparos de arma de fogo registrados em Campo Grande.
Os acusados são Alexandre da Silva Torres Júnior, de 23 anos, preso pelo GOI (Grupo de Operações e Investigações) no final da tarde de segunda-feira (09), e Marcelo Henrique da Silva Torres, de 20 anos, que já havia sido detido, e apontaram os dois como autores dos ataques contra um casal na manhã do dia 14 de fevereiro deste ano.
Segundo a denúncia apresentada à 2ª Vara do Tribunal do Júri, a confusão começou durante uma comemoração de Carnaval em uma tabacaria na região. Um casal estava no local quando houve uma discussão com Alexandre e outros conhecidos. Depois do desentendimento, os envolvidos deixaram o estabelecimento.
Algum tempo depois, os irmãos retornaram ao local acompanhados de outros homens e passaram a agredir o rapaz. Conforme a investigação, Marcelo teria golpeado a vítima com um capacete, fazendo com que ele caísse no chão e fosse atacado pelo grupo. A mulher também foi agredida ao tentar intervir na confusão.
Quando o casal já estava em casa, horas depois, os suspeitos teriam passado em frente à residência em um carro. Alexandre teria apontado uma arma de fogo em direção à mulher e feito disparos contra o portão do imóvel. A vítima não foi atingida diretamente, mas sofreu ferimentos causados por estilhaços.
A investigação aponta que o crime teria sido motivado por um “acerto de contas' após a discussão ocorrida durante a confraternização. Marcelo foi localizado pela polícia e autuado em flagrante no mesmo dia. Durante abordagem, ele admitiu que participou da briga para defender o irmão, mas negou envolvimento nos disparos.
O Ministério Público denunciou os irmãos por lesão corporal contra duas vítimas e tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, além de porte ilegal de arma de fogo, no caso de Alexandre. O processo segue em tramitação na Justiça e poderá ser julgado pelo Tribunal do Júri.