Empresário de Estêvão revela o que pesou para escolher Chelsea: "Único que nos enxergou como 10"

André Cury lista investimento alto do clube, perspectiva de assumir protagonismo, mas principalmente posicionamento como fator diferencial para o futuro da joia do Palmeiras

CVNEWS/GE


A quatro meses do fim, Estêvão desenha pelo Palmeiras sua despedida antes de ir ao Chelsea, da Inglaterra, após a disputa do Mundial de Clubes. É onde espera se desenvolver para virar, na opinião de muitos, a maior revelação do futebol brasileiro nos últimos anos. A escolha pelo clube de Londres causou até estranhamento, mas tem motivo.

O nível da Premier League, o investimento alto e a perspectiva de poder assumir protagonismo no time pesaram, mas há um fator - pela primeira vez revelado - que foi determinante: a possibilidade de jogar como 10.

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É nesta posição, com mais liberdade pelo meio de campo, que o staff vislumbra o futuro do atacante. Revelado pelo agente ao ser perguntado sobre o que pesou a favor do Chelsea no processo de escolha contra outros times interessados na contratação. Os motivos são puramente técnicos.

Estêvão, inclusive, cresceu na base do Palmeiras atuando como meio-campista, mas - como acontece com dezenas de atletas ao longo dos anos - terminou sendo deslocado à ponta direita, onde tem jogado com Abel Ferreira desde que subiu para o profissional.

A escolha de posicionamento de Estêvão, inclusive, chegou a entrar em debate nas últimas semanas em forma de crítica ao treinador. Por que não utilizá-lo pelo meio?

Para André Cury, perguntado se Abel não teria essa mesma percepção de Estêvão como 10, a questão no Palmeiras passa pelas peças à disposição do técnico.

– Abel tem muito jogador dessa posição. Às vezes o Estêvão pode jogar de extremo e pode jogar de 10. O 10 no Palmeiras, os que têm não podem jogar de extremo, mas podem de 10. Então às vezes é uma comodidade que ele tem no elenco – avalia o agente.

– Tem o Veiga, Maurício, Facundo Torres, Felipe Anderson. Então, eu entendo assim, acho mais fácil para ele colocar o Estêvão de extremo, que ele consegue ter um jogador top na posição, porque se traz para o meio, tem que tirar um desses caras e também não tem o extremo, né? – completa.

Estêvão está nesta semana cedido à seleção brasileira para as disputas dos confrontos contra Colômbia e Argentina, nos dias 20 e 25 de março, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Volta ao Brasil na sequência para a final do Paulistão, no dia 27, e segue no clube até julho, quando se despede a caminho da Inglaterra.

As revelações de André Cury foram feitas em entrevista ao Abre Aspas, do ge, que será publicado na sexta-feira. Além de Estêvão, o empresário também comentou sobre o período em que foi olheiro do Barcelona e trabalhou nas negociações de Ronaldinho Gaúcho e Neymar.



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