Agronegócios
Reunião aprovou prioridades e novas áreas de financiamento do FCO para 2025
GOVMS / LGOMES
Conta de luz atrasada, dívidas no cartão de crédito e boletos vencidos são alguns caminhos para o endividamento que se tornou um problema mais grave durante a pandemia de covid-19. Para algumas pessoas a sensação é de bola de neve, mas segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, com organização, planejamento e um pouco de sacrifício é possível sair do vermelho. Segundo o educador financeiro, Jhon Wine, vice-presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), alguns passos são importantes para reequilibrar as contas:
Para ter o controle das contas ele recomenda começar anotando todos os gastos, do cafezinho à prestação do carro, por um período de 30 dias. Dessa forma, Wine diz que é possível saber exatamente para onde o dinheiro está indo.
Um dos objetivos para 2022 de quem está no vermelho pode ser sair das dívidas até o fim do ano. Com essa motivação em mente é importante eleger as dívidas prioritárias e criar estratégias, como o pagamento das contas com mais descontos à vista, como IPTU. Além disso, ele sugere ter motivação e criar sonhos a serem alcançados no curto, médio e longo prazo. “Inclua no seu planejamento o prazer, se não vai se cansar e acaba fugindo do plano. Mas tudo tem que caber no seu orçamento', lembra Jhon Wine.
Organizar o orçamento é outra recomendação para equilibrar as contas e sair do vermelho. Há hoje diversos aplicativos grátis disponíveis para esse fim. Quem preferir também pode utilizar uma planilha no computador ou uma caderneta de papel. O importante é anotar todo o dinheiro que você recebe no mês e setorizar todos os gastos como alimentação, saúde, lazer, telefone, entre outros.
Envolver toda a família na organização do orçamento e no processo de acabar com as dívidas é considerado um ponto fundamental pelo consultor. Cada membro da sua casa pode ajudar com ideias para diminuir as contas ou conseguir mais dinheiro, com um trabalho extra ou venda de itens não essenciais que estão sem uso.
O estilo de vida e as necessidades de cada família vão indicar quais gastos podem ser cortados. Enquanto estiver com dívidas será necessário apertar o cinto e cortar alguns gastos por um período. Pequenas mudanças de hábitos como apagar a luz do quarto quando sair, colocar o chuveiro na posição verão no período de calor e juntar as roupas para usar a máquina de lavar na capacidade máxima podem fazer diferença no fim do mês.
Além desses passos, a Serasa Experian acrescenta que buscar uma renda extra pode ser interessante. Segundo a instituição, às vezes, só cortar não basta, ou mesmo com todos os cortes possíveis ainda falta dinheiro para se livrar das dívidas. Se essa for a sua situação, o caminho pode ser a renda extra. Pode ser com um trabalho nas horas que estavam livres, bicos nos finais de semana ou mesmo com vendas.
Com o orçamento em ordem e com as economias de corte de gastos ou renda extra, procurar credores também é indispensável. De acordo com a Serasa Experian, com dinheiro na mão é mais fácil negociar e conseguir desconto. Para quem tem mais de uma dívida, o importante é dar prioridade para as que têm os maiores juros para não virar uma bola de neve.
Outra recomendação da instituição é pesquisar antes de comprar. Essa é a única garantia de que você vai encontrar o melhor preço e, claro, economizar. A última dica para sair das dívidas é uma auto avaliação. Parar e pensar no que aconteceu para chegar a situação de endividamento são passos importantes para evitar a inadimplência no futuro e saber sair do problema o quanto antes.
Edição: Aline Leal
Por videoconferência, o governador Eduardo Riedel participou da da 20ª reunião ordinária do Condel (Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste). Neste encontro foram aprovadas as prioridades do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) para 2025, assim como novas áreas de financiamento, entre elas itens da agricultura digital e microcrédito orientado para pequenas empresas.
“O FCO é muito importante para o desenvolvimento do Estado. Conte conosco para o fortalecimento deste Conselho e sempre estaremos participando destas decisões importantes. Da nossa parte temos que agradecer a oportunidade de fazer parte deste campo de discussão', afirmou o governador.
O secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) também participou da reunião. Ele destacou que áreas importantes continuam como prioridades, entre elas as chamadas proteínas animais, como suinocultura, avicultura e piscicultura e outras que ganharam espaço, como o setor de irrigação. “Vão ser priorizados investimentos em irrigação, que é um caminho sem volta, tanto que o Governo do Estado vai lançar em julho o programa estadual de irrigação'.
Verruck ressaltou que para 2025 haverá novidades, entre elas a possibilidade de financiamento de itens da agricultura digital de precisão, que não estavam previstos antes, assim como o microcrédito orientado às pequenas empresas. “Além de disponibilizar recursos aos pequenos, este será acompanhado de uma consultoria, para orientar o empresário no seu investimento'.
O secretário também citou o início de uma discussão dentro do FCO, sobre abertura de linhas emergenciais para atender produtores do Pantanal e de outras regiões que estão sofrendo com a estiagem. “Não foi aprovada nesta reunião, mas já começou a discussão sobre esta possibilidade'.
A reunião presencial ocorreu em Brasília, na sede do Banco do Brasil. Ela foi conduzida pela superintendente da Sudeco, Luciana Souza e por Valder Ribeiro de Moura, secretário-executivo do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.
Recursos
Para 2024 Mato Grosso do Sul terá R$ 2,4 bilhões em financiamento do FCO, que serão divididos igualmente para atender os setores Rural e Empresarial. Desse valor, o Banco do Brasil vai operar a maior fatia – R$ 2,080 bilhões – enquanto outros bancos parceiros e cooperativas administrarão o valor restante.
O valor do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste) para 2024 chega a R$ 12,159 bilhões. Em 2023 o montante destinado aos três estados (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás) e ao Distrito Federal foi de R$ 10,511 bilhões, ou seja, houve um incremento de 16% no volume de recursos.
“O FCO é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento do Estado. MS tem tido histórico de aplicação de 100% dos recursos', destacou Jaime Verruck.
Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS Fotos: Álvaro Rezende