Mãe é condenada a 13 anos de prisão após bebê morrer queimada em forno

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Foto: Divulgação

Uma mulher de 28 anos foi condenada a 13 anos de prisão nos Estados Unidos pela morte da própria filha, ocorrida em 2024, em Kansas City, no estado do Missouri. Segundo documentos judiciais, Mariah Thomas afirmou que pretendia colocar a bebê para dormir no berço, mas acabou colocando a criança dentro de um forno.

A sentença foi determinada na terça-feira, 22 de setembro de 2026, no Condado de Jackson. Thomas se declarou culpada da acusação de colocar em risco o bem-estar de uma criança em primeiro grau, resultando em morte. Como parte do acordo judicial, uma acusação de homicídio em primeiro grau foi retirada.

A vítima, Za’Riah Mae, tinha cerca de um mês de vida quando morreu.

O caso ocorreu em fevereiro de 2024. Policiais foram chamados a uma residência na região da Forest Avenue, em Kansas City, após receberem a informação de que uma criança não estava respirando.

Quando as equipes de emergência chegaram ao imóvel, encontraram a bebê com graves queimaduras. A criança foi declarada morta no local.

Conforme documentos do processo, o corpo apresentava lesões provocadas pelo calor. A bebê vestia uma peça de roupa sobre a fralda, e os investigadores relataram que parte do tecido parecia ter derretido sobre a fralda. Uma manta infantil com marcas significativas de queimadura também foi encontrada na residência.

Durante a investigação, testemunhas relataram às autoridades que Mariah Thomas pretendia colocar a filha para tirar uma soneca.

Segundo os autos, Thomas afirmou a um familiar que acreditava ter colocado a bebê no berço, mas que, na realidade, havia colocado a criança no forno.

Um familiar contou aos investigadores que recebeu uma ligação informando que havia algo errado com a bebê e que precisava retornar imediatamente para casa. Ao chegar ao imóvel, relatou ter sentido cheiro de fumaça e encontrado a criança morta.

As autoridades não esclareceram publicamente quanto tempo a bebê permaneceu no forno antes de ser encontrada.

Thomas tinha 26 anos na época da morte da filha. Inicialmente, ela foi acusada de colocar em risco o bem-estar de uma criança em primeiro grau, resultando em morte.

O processo sofreu alterações ao longo dos dois anos seguintes. Em dezembro de 2024, um grande júri acrescentou uma acusação de homicídio culposo involuntário em primeiro grau.

Posteriormente, a acusação apresentou uma nova denúncia que incluía homicídio em primeiro grau.

O caso, que estava previsto para ir a julgamento em outubro de 2026, terminou com um acordo.

Em 22 de setembro, Mariah Thomas se declarou culpada da acusação de colocar em risco o bem-estar de uma criança, resultando em morte. Em troca do acordo, a acusação de homicídio em primeiro grau foi retirada.

A juíza Sarah A. Castle aceitou a declaração de culpa e condenou Thomas a 13 anos no Departamento de Correções do Missouri.

A decisão não concedeu “probation” — modalidade do sistema penal norte-americano que permite, em determinadas circunstâncias, que uma pessoa cumpra condições determinadas judicialmente fora da prisão. Thomas, porém, receberá crédito pelo período que já permaneceu presa antes da sentença.

Com isso, mais de dois anos após a morte de Za’Riah Mae, o processo chegou ao desfecho judicial com a condenação da mãe.



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