Flávio Bolsonaro vê 'perseguição' em operação contra ONG de produtora

Pré-candidato do PL à presidência visitou o Mercado Central de BH nesta segunda-feira (1º), acompanhado por apoiadores e colegas de partido. Instituto Conhecer Brasil, da empresária Karina Gama, foi alvo da Polícia Civil de SP em investigação sobre contrato de R$ 108 milhões.


Flávio Bolsonaro visita Mercado Central de BH durante pré-campanha — Foto: Fabiano Villela/TV Globo

Durante visita a BH nesta segunda-feira, o senador Flávio Bolsonaro criticou a operação policial contra a ONG ligada à produtora do filme sobre seu pai.

A Polícia Civil de São Paulo investiga o Instituto Conhecer Brasil por suspeita de fraude em contrato de R$ 108 milhões anuais com a prefeitura paulistana.

O parlamentar esteve acompanhado por aliados políticos do PL, como Nikolas Ferreira, Bruno Engler e o empresário Flávio Roscoe.

Flávio tem enfrentado desgaste político devido ao vazamento de mensagens em que pedia recursos a Daniel Vorcaro para financiar a cinebiografia 'Dark Horse'.

O senador também visitou o banqueiro quando este usava tornozeleira eletrônica devido a fraudes financeiras.

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) foi ao Mercado Central de Belo Horizonte na tarde desta segunda-feira (1º). Durante a visita, ele comentou a operação policial que mirou a ONG da produtora do filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e disse não querer acreditar que está sendo vítima do que chamou de 'pescaria probatória' e 'perseguição'.

'São duas coisas distintas. O que eu estou sabendo, que foi o que a Prefeitura de São Paulo anunciou, é que é um contrato antigo [alvo da operação] de uma prestação de serviço de internet. Não tem absolutamente nada a ver com o filme', disse.

A ação da Polícia Civil paulista nesta segunda mirou o Instituto Conhecer Brasil (ICB) por suspeita de fraude em um contrato de R$ 108 milhões por ano com a Prefeitura de São Paulo. A instituição é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go UP, de 'Dark Horse'.

'Eu só não quero crer que a gente está sendo vítima, mais uma vez, de uma pescaria probatória, de uma perseguição, porque, se vão fazer uma operação para investigar irregularidades em um determinado contrato, que é de um ano e meio, dois anos para trás, tudo bem, as pessoas vão ter que explicar, o que não tem absolutamente nada a ver com o filme', afirmou Flávio.

A visita ao Mercado Central foi acompanhada por aliados políticos e colegas de partido, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), o deputado estadual Bruno Engler (PL) e o empresário Flávio Roscoe, recém-filiado ao PL e cotado como um dos possíveis candidatos ao governo do estado pela sigla.

No tradicional ponto turístico de Belo Horizonte, Flávio parou em uma das lojas, comeu pão de queijo e tomou café. Ele cumprimentou apoiadores, que gritavam palavras de apoio à pré-candidatura ao Palácio do Planalto, a favor de Jair Bolsonaro e contra o presidente Lula (PT).

'Cortina de fumaça'

Horas depois, na noite desta segunda-feira, Flávio Bolsonaro voltou a falar do assunto, durante um evento sobre agronegócio, também em Belo Horizonte. Ele afirmou que o filme não contou com dinheiro público e se tornou uma 'cortina de fumaça'.

'Há uma tentativa de criar uma cortina de fumaça para voltar a esse assunto quando, na verdade, o filme triste que a gente está vendo hoje é uma notícia dos Correios, mais de R$ 3 bilhões de endividamento. [...] Eu não pedi dinheiro para ninguém, havia um contrato privado, com investimento privado para um filme privado', declarou.

O pré-candidato se referiu ao prejuízo de R$ 3,1 bilhões dos Correios no primeiro trimestre de 2026, divulgado pela estatal neste fim de semana.

Flávio foi painelista no evento e falou sobre medidas que pretende adotar, caso seja eleito, para a redução das taxas de juros no Brasil e o crescimento do agronegócio. Os pré-candidatos à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) também participaram dos debates.

Conversas de Flávio com Vorcaro

Na últimas semanas, o senador tem lidado com o desgaste público gerado pela divulgação de conversas e de uma reunião que teve com o dono do Banco Master.

Em mensagens reveladas pelo portal Intercept Brasil, Flávio apareceu cobrando de Vorcaro recursos para o financiamento da cinebiografia sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

Também foi revelada uma visita do senador a Vorcaro, quando o ex-banqueiro estava usando tornozeleira eletrônica após ser preso pela primeira vez por fraudes financeiras. Flávio nega irregularidades na relação com o dono do Master.

ONG da produtora de filme de Bolsonaro é alvo de operação por suspeita de desvio de recursos em contrato milionário de wi-fi com a Prefeitura de SPKarina Gama: produtora do 'Dark Horse' foi promotora de literatura cristã e fez campanha para Mário Frias



COMENTÁRIOS