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Anteprojeto de ponte e nova rodovia gera insatisfação em Batayporã por traçado proposto
CVNEWS/REDAçãO
A apresentação do anteprojeto da ponte que ligará os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, realizada no último sábado (21), em São Pedro do Paraná, trouxe à tona uma antiga preocupação da população de Batayporã, o traçado da futura rodovia de acesso.
Embora a obra seja considerada estratégica para o desenvolvimento regional, moradores demonstraram descontentamento com o percurso apresentado, que difere da alternativa defendida há décadas pela comunidade local.
Segundo relatos ouvidos pela reportagem, a expectativa da população era de que o trajeto fosse definido pela MS-134, via de chão batido já existente há mais de 60 anos, com base estruturada e histórico de licenciamento ambiental. Para muitos, essa opção representaria menor impacto ambiental e maior aproveitamento de uma rota consolidada.
Com a divulgação do novo traçado, moradores passaram a resgatar discussões antigas, incluindo o movimento “Rodovia sim, nas veredas não”, que ganhou força em anos anteriores justamente em defesa da preservação ambiental da região. A principal preocupação gira em torno de possíveis danos a áreas sensíveis, especialmente veredas e nascentes.
Apesar de não haver resistência à integração regional ou ao desenvolvimento econômico, e tampouco ao município de Taquarussu, que será diretamente beneficiado pelo acesso, a crítica se concentra nos impactos ambientais que o novo percurso pode provocar.
Durante a gestão do então prefeito na época Beto Sãovesso, um abaixo-assinado chegou a ser elaborado e encaminhado a órgãos ambientais e à Justiça, solicitando que o traçado priorizasse a MS-134. O tema, portanto, não é novo e volta agora ao debate com força.
Na manhã desta segunda-feira (23), o prefeito de Batayporã, Germino Roz, deve se posicionar oficialmente sobre o projeto. A expectativa é de que sua avaliação influencie diretamente o posicionamento dos vereadores do município.
O projeto Com investimento estimado em R$ 1,37 bilhão, o anteprojeto prevê a construção de uma ponte de aproximadamente dois quilômetros sobre o Rio Paraná, ligando o distrito de Porto São José, em São Pedro do Paraná, ao Porto São João, em Mato Grosso do Sul, com acesso por Taquarussu.
A proposta foi apresentada aos governadores Eduardo Riedel e Carlos Massa Ratinho Junior pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá. O prazo estimado para execução é de 48 meses após a ordem de serviço.
Além da ponte, o projeto inclui obras complementares, como a restauração de trechos da PR-577 no lado paranaense e, em Mato Grosso do Sul, a implantação de cerca de 30 quilômetros da MS-473, além de um viaduto de acesso em Taquarussu.
A nova ligação é vista como um corredor logístico estratégico, com potencial para reduzir em cerca de 100 quilômetros a distância até o Porto de Paranaguá, facilitando o escoamento da produção agropecuária e impulsionando a economia regional.
A Câmara Municipal de Batayporã também deverá se posicionar oficialmente sobre o anteprojeto nos próximos dias, acompanhando o debate que envolve o traçado da futura rodovia e seus impactos, com expectativa de que os vereadores analisem a proposta e manifestem o entendimento do Legislativo diante das demandas da população.
Debate deve continuar Apesar dos benefícios econômicos apontados, o impasse sobre o traçado evidencia a necessidade de diálogo entre autoridades, técnicos e a população local. Em Batayporã, o sentimento predominante é de que o desenvolvimento é bem-vindo, desde que aliado à preservação ambiental e ao respeito por estudos e alternativas já existentes.
O tema deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias, com posicionamentos oficiais e possível mobilização popular.
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